Dia do marcador de livro

Hoje é o dia internacional do marcador de livro.

Todos os dias é dia de alguma coisa. Ou é dia do amigo, ou o dia da rádio, dia das muletas, hoje calhou ser o dia do marcador de livro.

Antes de se inventarem os marcadores de livros, as pessoas metiam no meio do livro qualquer coisa que estivesse à mão, tipo uma pedra ou uma camisola, e se não encontrassem nada tinham de ler o livro até ao final. Era um bocado chato porque às vezes as pessoas tinham coisas combinadas, como uma cirurgia, mas só podiam sair de casa 300 páginas depois. E lembrem-se que na altura não havia telefones para as pessoas avisarem que iam chegar atrasadas. Deve ter havido gente numa pastelaria à espera durante anos por alguém que estava a ler o crime e castigo. Mas entretanto depois também apareceram os apontamentos da europa-américa e as esperas ficaram mais curtas porque aquilo é rápido de ler.

Hoje em dia há pessoas que boicotam os marcadores de livros e depois usam aquelas badanas que se dobram à capa e contra capa. Ninguém sabe bem ao certo se aquilo é para usar como marcador ou não. Mas se for para usar não tem jeito nenhum porque as páginas ficam todas engelhadas e levantadas, como se o livro estivesse num vendaval. O que até é confuso porque uma pessoa está em casa e as janelas estão todas fechadas.

Há uns tempos eu não tinha um marcador de livro à mão, por isso tirei uma foto ao número da página. Mas só depois é que me apercebi que não tinha tirado foto com o telemóvel mas sim com uma câmara de rolo, que nem sequer estava acabado. Tive de andar a tirar 23 fotos a oliveiras para acabar o rolo, depois revelar e perceber em que página ia. Era na 8.

Esta é uma dessas fotos que tirei: