A vida de uma pessoa não está assim tão bem se continua a forrar o fogão com papel de alumínio.
E quando está sujo em vez de tirar, mete outra folha de alumínio, e vai ali montando uma lasanha de sujeira.

Um pessoa olha para um destes fogões e parece que alguém se está a preparar para derreter plutónio em banho maria. Ou a fazer um cachimbo de crack gigante. Não que tenha fumado e saiba, mas já vi drogados em filmes e nas ruas por aí com uma prata e um isqueiro por baixo. Alguns tinham cara de quem curtia ter aquilo em tamanho maior mas têm vergonha de comprar daqueles isqueiros gigantes do Batatinha que vendem nos indianos. Por isso é que disse a cena do fogão. Não curto cigarros.

Um vizinho meu tinha destes alumínios sempre todos nojentos e cheios de restos de comida, côdeas e gordura. Quando cozinhava com o lume no máximo até começava a cheirar às comidas que ele feito nos dias anteriores porque aquilo derretia. Às vezes ele estava a cozer pescada mas cheirava era a panados de peru ou bife na pedra. E ele nem se lembrava de ter cozinhado isso! Sobretudo o bife na pedra, porque deveria lembrar-se de ter a casa cheia de fumo e ter de andar nas obras à procura de uma pedra para aquecer e meter um bife em cima com sal a gosto.