Dia do marcador de livro

Hoje é o dia internacional do marcador de livro.

Todos os dias é dia de alguma coisa. Ou é dia do amigo, ou o dia da rádio, dia das muletas, hoje calhou ser o dia do marcador de livro.

Antes de se inventarem os marcadores de livros, as pessoas metiam no meio do livro qualquer coisa que estivesse à mão, tipo uma pedra ou uma camisola, e se não encontrassem nada tinham de ler o livro até ao final. Era um bocado chato porque às vezes as pessoas tinham coisas combinadas, como uma cirurgia, mas só podiam sair de casa 300 páginas depois. E lembrem-se que na altura não havia telefones para as pessoas avisarem que iam chegar atrasadas. Deve ter havido gente numa pastelaria à espera durante anos por alguém que estava a ler o crime e castigo. Mas entretanto depois também apareceram os apontamentos da europa-américa e as esperas ficaram mais curtas porque aquilo é rápido de ler.

Hoje em dia há pessoas que boicotam os marcadores de livros e depois usam aquelas badanas que se dobram à capa e contra capa. Ninguém sabe bem ao certo se aquilo é para usar como marcador ou não. Mas se for para usar não tem jeito nenhum porque as páginas ficam todas engelhadas e levantadas, como se o livro estivesse num vendaval. O que até é confuso porque uma pessoa está em casa e as janelas estão todas fechadas.

Há uns tempos eu não tinha um marcador de livro à mão, por isso tirei uma foto ao número da página. Mas só depois é que me apercebi que não tinha tirado foto com o telemóvel mas sim com uma câmara de rolo, que nem sequer estava acabado. Tive de andar a tirar 23 fotos a oliveiras para acabar o rolo, depois revelar e perceber em que página ia. Era na 8.

Esta é uma dessas fotos que tirei:

Há pessoas que querem ter um corpo escultural. Mas eu vou aos museus e as esculturas que lá estão não têm um braço, ou não têm uma perna, ou um bocado do nariz. Afinal quem tem um corpo escultural são os atletas paralímpicos.
A vida de uma pessoa não está assim tão bem se continua a forrar o fogão com papel de alumínio.
E quando está sujo em vez de tirar, mete outra folha de alumínio, e vai ali montando uma lasanha de sujeira.

Um pessoa olha para um destes fogões e parece que alguém se está a preparar para derreter plutónio em banho maria. Ou a fazer um cachimbo de crack gigante. Não que tenha fumado e saiba, mas já vi drogados em filmes e nas ruas por aí com uma prata e um isqueiro por baixo. Alguns tinham cara de quem curtia ter aquilo em tamanho maior mas têm vergonha de comprar daqueles isqueiros gigantes do Batatinha que vendem nos indianos. Por isso é que disse a cena do fogão. Não curto cigarros.

Um vizinho meu tinha destes alumínios sempre todos nojentos e cheios de restos de comida, côdeas e gordura. Quando cozinhava com o lume no máximo até começava a cheirar às comidas que ele feito nos dias anteriores porque aquilo derretia. Às vezes ele estava a cozer pescada mas cheirava era a panados de peru ou bife na pedra. E ele nem se lembrava de ter cozinhado isso! Sobretudo o bife na pedra, porque deveria lembrar-se de ter a casa cheia de fumo e ter de andar nas obras à procura de uma pedra para aquecer e meter um bife em cima com sal a gosto.
Pontaria do cupido.

Se eu fosse rico fazia as raspadinhas com uma nota.
Nos concertos às vezes levanta-se um isqueiro aceso no ar.

Quando se gosta de uma música fazemos aquilo que se deve fazer quando estamos rodeados por uma alcateia de lobos: agitar no ar uma coisa a arder.

É por isso que sempre que vou acampar no mato levo lume, mas também um cd com baladas do Michael Bolton.
A melhor altura para explodir um edifício é durante um video mapping.
Em vez das pessoas fugirem vão pensar: impressionante!!! isto está cada vez mais mesmo bem feito!!
Quando uma pessoa se deita muito bêbada dorme como um bebé: toda mijadinha.
A vida de um actor deve ser lixada. Luta para conseguir um papel importante. Luta para ganhar um óscar. E quando vemos o filme, o mais difícil é lutar pela nossa atenção quando há notificações no telefone.

Coitado do Anthony Hopkins que tem de fazer uma actuação mais incrível que a notificação do evento "prenda para o Ricardo". Comprem qualquer coisa da vida é bela, vá que agora é a cena do cérebro!
É irónico um vegetariano ter um ratinho no estômago.
O problema do cinema 3D é que me obriga a usar óculos especiais por cima dos óculos que eu já uso para ver ao longe.
E se quisermos piratear o filme temos ainda de segurar o telemóvel à frente da cara.
E se ficarmos na última fila temos de meter uns binóculos pequeninos daqueles que se usam na ópera e têm um pauzinho para segurar.
E se estiverem a cortar cebola ao nosso lado temos também de meter um óculos da natação para não chorar.
E se a sala de cinema for ao ar livre uma pessoa ainda tem de meter os óculos de sol. É preciso é ter cuidado para não olhar de raspão para o sol porque senão faz efeito lupa e queima os olhos, mesmo se as pálpebras estiverem para baixo. O sol faz um funil e abre um buraquinho no meio da pálpebra para queimar. Já vi no discovery.

Acho que vou esperar que o filme passe na tv.
Curtia chamar-me Marta para abrir uma fábrica de matraquilhos chamada "Martaquilhos".
Hoje é o dia internacional do pneu suplente.
Diz na wikipedia que este dia existe desde 1932 mas que as pessoas deixaram de celebrar nos anos 2000 porque os carros começaram a trazer um kit anti furo em vez do pneu suplente.
Ainda fizeram um comité para ver se mudavam o nome para dia internacional do kit anti furo, mas acharam que não tinha jeito nenhum.

Quando o pneu suplente apareceu ninguém o queria usar. As pessoas não queriam ter peso a mais no carro porque diziam que estragava as médias, e que quando travavam o pneu vinha sempre bater no tablier do carro e às vezes até mudava a estação do rádio.
Foi aí que decidiram que o pneu suplente não devia ir à balda no banco de trás, mas sim na mala debaixo de uma napa, tipo uma pessoa que é feita refém. Não se pode andar com pessoas raptadas na mala, mas com pneus reféns é na boa.

Tenho um primo que não traz o pneu suplente no carro, porque usou para fazer um baloiço na sala. Mas ainda não meteu as cordas e pendurou no tecto, por isso ainda só tem um michelin deitado a um canto da sala com um plástico por cima para tapar o cheiro a borracha. Ele diz que serve de puff e que quando uma pessoa se senta parece mesmo que está numa daquelas bóias de borracha do parque aquático a descer o túnel. Então se estiveres a beber um copo de água de rajada parece ainda mais.
A Maria conseguiu meter o nome nas bolachas maria e no banho maria. A Juliana só conseguiu a sopa juliana.

Já o Sérgio Filipe não conseguiu dar nome a nada. Mas curtia que houvesse por exemplo salada sérgio filipe, porque sabia que azeite já não era preciso meter.
Mais magra que a Miss Mundo é a Miss Terceiro Mundo. E só ela é que genuinamente quer que a fome acabe no mundo.
Não sei porque é que na piscina obrigam a usar touca. Há lá pessoas que têm muito mais pêlo no corpo que cabelos. Um gajo com cabelo cortado à pente 1 é obrigado a usar touca, mas o senhor que parece ter um colete de pêlo, a ele ninguém lhe diz nada. São pêlos mesmo compridos, quase algas que aprenderam a nadar bruços.

Deviam era obrigar estas pessoas peludas a nadar com uma touca gigante no corpo, ou embrulhados em celofane, ou então com um fato de surf justo para não deixarem fugir os pêlos para longe. Também podiam usar calças skinny, mas tinham de esvaziar os bolsos para não largarem moedas no fundo da piscina. Senão em vez de uma piscina parecia que andávamos a nadar numa daquelas fontes em que se atira uma moeda e pede um desejo.

Vou apresentar-lhes esta ideia e já vos digo qualquer coisa.
Emparelhar meias é o puzzle dos pobres.